CNH do Brasil: pedidos de habilitação sobem 216%
Nos primeiros nove meses do programa CNH do Brasil, os requerimentos de nova habilitação saltaram de 2,3 milhões para 7,3 milhões, alta de 216%. O Ministério dos Transportes aponta economia de quase R$ 10 bilhões para os condutores.
Nos primeiros nove meses de vigência do programa CNH do Brasil, mais de 2 milhões de novos condutores foram habilitados. Os requerimentos de nova habilitação cresceram 216% na comparação com 2025: foram 2,3 milhões de pedidos no ano passado contra 7,3 milhões em 2026.
O salto acompanha a implantação das novas regras para obtenção da carteira. A plataforma da CNH do Brasil reúne várias etapas da jornada da primeira habilitação em um único ambiente.
O que mudou nas regras e onde o custo caiu
A redução de exigências em autoescolas sustenta a queda de custos. O curso teórico passou a ser digital e gratuito. A carga mínima de aulas práticas caiu de 20 horas para duas horas. Instrutores autônomos passaram a integrar a formação prática: em 2026, cerca de 553 mil dos 4,2 milhões de cursos foram conduzidos por esses profissionais, o equivalente a 13,2% do total, enquanto os centros de formação responderam por 86,8%.
Segundo o Ministério dos Transportes, a economia chegou a quase R$ 10 bilhões para os condutores. O cálculo inclui a redução de valores do curso teórico, da formação prática, da renovação do documento, dos exames médicos e dos deslocamentos evitados, já que algumas etapas podem ser feitas remotamente.
Quem entrou no processo e quais regiões lideram
Entre as mulheres, as entradas no processo de habilitação cresceram 18%, passando de 1,06 milhão em 2025 para 1,25 milhão em 2026, acréscimo de pouco mais de 190 mil.
A Região Nordeste registrou o maior indicador de processos iniciados, com 54,7%. A segunda região com maior aumento foi o Norte, com 31,9%.
O número de pedidos chama atenção, mas o dado que decide a leitura é outro: a queda de 20 para duas horas de prática muda o que se aprende antes de pegar a estrada. Para gestores de marca e negócios ligados à mobilidade, a pergunta que fica não é se o volume cresce, e sim se a formação entrega o que o número promete.